Categoria: DESCOBRIR

  • As vivências no Hotel Britania

    As vivências no Hotel Britania

    As vivências no Hotel Britania

    Construído e inaugurado durante a II Guerra Mundial, sendo Portugal um país neutral, os clientes desse tempo eram maioritariamente diplomatas estrangeiros.

    O Hotel do Império oferecia um serviço impecável e gozou de enorme prestígio ao longo de várias décadas, sendo frequentado pela alta sociedade, políticos e intelectuais. Palco de grandes festas e acontecimentos de carácter social e mundano, de conspirações, excentricidades e escândalos, no Hotel do Império ficaram célebres os campeonatos de bridge e as ceias faustosas servidas nos terraços do hotel, onde se viam documentários da Guerra, se dançava e jogava clandestinamente à roleta até de madrugada.

    Eram clientes e frequentadores, entre muitos, Manuel Fontes Pereira de Melo e sua mulher Rita, Tomás Ribas, Francisco de Sousa Tavares, Sofia de Mello Breyner, Conde da Covilhã, Conde da Lousã, ou o magnate Patiño. Também o actor Omar Shariff, amante do bridge, terá jogado no Hotel do Império.

    Casada desde 1950 com Alfredo Machado, gerente do hotel, Natália Correia e os seus amigos eram presença assídua. A partir de 1953, o casal passou a residir no 5º andar do nr. 52 da mesma rua, que se celebrizou como centro de tertúlia literária mas também pelas não menos célebres ceias aí servidas, vindas do Império, do outro lado da rua. Anos mais tarde, e segundo testemunho de Dórdio Leal Guimarães, Natália Correia isolou-se no hotel para escrever a peça «O Encoberto», proibida na altura pela censura.

    Cenário de conspirações políticas, o hotel assistiu a reuniões secretas com o General Humberto Delgado, onde estiveram presentes Natália Correia e muitos outros apoiantes, nos meses que antecederam as eleições de 58.

    Mais recentemente, eram clientes habituais do bar do hotel os escritores e jornalistas Assis Pacheco, Cardoso Pires, Batista Bastos, Joaquim Letria e o actor Raul Solnado. O poeta brasileiro Vinícius de Moraes hospedou-se aqui quando veio a Portugal para participar no programa Zip Zip, assim como muitas outras personalidades públicas entre as quais Vera Lagoa e o Almirante Pinheiro de Azevedo após as eleições de 76.

    O Hotel Britania integra os Hoteis Heritage Lisboa que reúne refúgios de charme localizadas no centro histórico de Lisboa, em antigas casas ou edifícios históricos. Propriedade de famílias portuguesas, que se uniram para criar ambientes intimistas, onde tudo é pensado para vincar a ligação à cidade de Lisboa, seu património e cultura.

    São cinco as unidades dos Hoteis Heritage Lisboa: As Janelas Verdes, Heritage Avenida Liberdade Hotel, Hotel Britania, Hotel Lisboa Plaza e Solar Do Castelo.

    Fotografias: O Século, Fundação Calouste Gulbenkian.

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  • Afternoon Tea & Chocolate no Bar Matiz

    Afternoon Tea & Chocolate no Bar Matiz

     Afternoon Tea & Chocolate no Bar Matiz

     

    Faça uma pausa na agitação das movimentadas ruas da capital para um momento de pura descontração, no ambiente elegante e acolhedor do Sofitel Lisbon Liberdade. Diariamente, das 15h00 ás 18h00, desfrute do clássico Afternoon Tea & Chocolate no Bar Matiz. Saboreie um delicioso café, chá ou chocolate quente da seleção cuidadosamente elaborada pelo hotel, acompanhado da sua escolha da exclusiva vitrine de pastelaria, uma irresistível trufa ou um clássico pastel de nata.

    Em plena Avenida da Liberdade, o Sofitel Lisbon Liberdade oferece-lhe uma experiência que promete que apela a todos os sentidos e renova as energias.

     

  • Rosa & Teixeira: Uma Jornada de Excelência na Avenida da Liberdade

    Rosa & Teixeira: Uma Jornada de Excelência na Avenida da Liberdade

    Rosa & Teixeira: Uma Jornada de Excelência na Avenida da Liberdade 

    Desde a sua origem como uma alfaiataria familiar, Rosa & Teixeira construiu uma trajetória marcada pela distinção e elegância na icónica Avenida da Liberdade, em Lisboa. Fundada em 1944 por Francisco A. Rosa e posteriormente aprimorada por António Teixeira, a marca tornou-se sinónimo de qualidade e requinte no universo da moda masculina exclusiva.

    Com uma tradição enraizada na excelência artesanal, Rosa & Teixeira honra os seus antepassados ao preservar as técnicas de alfaiataria mais refinadas. Os seus mestres Alfaiates e costureiras são verdadeiros artesãos, cujo trabalho meticuloso e paixão pela arte da alfaiataria garantem que cada peça que desenvolvem seja uma obra de arte única.

    No entanto, o que torna Rosa & Teixeira verdadeiramente notável, e a destaca de outras marcas, é sua capacidade de se reinventar continuamente, sem jamais perder de vista as suas raízes – que garantem a qualidade e o serviço de excelência passe o tempo que passar.

    Ao longo dos anos, a marca tem sido pioneira na fusão do clássico com o contemporâneo, criando coleções que combinam a intemporalidade com as tendências mais atuais. Esta abordagem inovadora permite à marca manter-se relevante e moderna, ao mesmo tempo em que preserva sua herança e tradição.

    Atualmente, Rosa & Teixeira continua a ser uma referência no mundo da moda masculina exclusiva, atraindo um público exigente e sofisticado. Com um olhar voltado para o futuro, a marca permanece fiel aos seus valores fundadores, enquanto continua a inovar e inspirar uma nova geração de entusiastas da moda masculina.

  • Tony Miranda a arte da perfeição

    Tony Miranda a arte da perfeição

    Tony Miranda a arte da perfeição

     

    Tony Miranda é precursor da Alta-Costura em Portugal.

    Iniciou a sua carreira, aos 18 anos, na Maison Joseph Camps, um dos maiores mestres da alta-costura francesa, seguindo-se a Maison Ted Lapidus, onde foi diretor criativo. Abre o seu próprio atelier, primeiro na 61 bis, Avenue Suffren, e mais tarde, no 5, Rue Cambon, uma das mais prestigiadas ruas de moda em Paris, em 1979.

    Em Portugal abre atelier e Boutique em Guimarães, seguindo-se anos mais tarde no Porto.

    Em Lisboa reconstruiu em 1997 um edifício pombalino a que deu o seu nome, inaugurado em 2000, na emblemática Avenida da Liberdade, nº 92/100.

    Tem um papel determinante na promoção da imagem de Portugal e do saber fazer português numa área que tem um peso relevante na economia portuguesa, como é o caso da indústria de moda e confeção.

    Com a produção e escritórios localizados em Guimarães, e com um espaço de atendimento privado na Avenida da Liberdade, 92/100 em Lisboa, sendo o 2º Piso Universo Feminino e o 3º Piso Universo Masculino, com cerca de 20 colaboradores internos. Tony Miranda Haute Couture exporta mais de 95% das suas criações, contribuindo com um elevado valor acrescentado para a economia e para a afirmação da imagem de Portugal nos mercados internacionais.

    Investiga, estuda, experimenta, numa busca permanente pela “L’art de la Perfection”, Tony Miranda não é só um criador, mas também um empreendedor nato. Estabelece parcerias com universidades, investigadores, procurando inovar nas matérias-primas, é pioneiro na introdução de artigos aromatizados no têxtil lar e também nas suas coleções femininas e masculinas. A coleção TM Cork, apresentada nos USA, é um exemplo de inovação, que mistura as várias matérias-primas distintas onde impera a criatividade e a técnica. As diversas coleções femininas e masculinas apresentadas ao longo da sua carreira, nacional e internacionalmente, fizeram desta marca “L’art de la Perfection”.

    “Nome da Rosa”.

    Coleção privada, com inspiração, “Nome da Rosa”, onde o design inovador, a incorporação de detalhes bordados, tatuados ao corpo das sedas, transportam o universo masculino, para uma imagem de elegância espontânea. A subtileza das musselines e chiffons reforça a intemporalidade do quotidiano, dando especial enfoque às tatuagens e grafites contemporâneos, reportando-nos para uma articulação directa entre o urbano e a Alta-Costura.

    ADN da Marca.

    O ADN da Marca pauta-se pelo rigor e profissionalismo, onde o conforto e a elegância predominam numa evolução da intemporalidade da moda. O empreendedorismo e a aventura do criador, conferem à marca Tony Miranda a procura constante de outras áreas intimamente ligadas à moda. No seu último projeto transporta detalhes da sua carreira, com diversos objetos, abrindo para o efeito um hotel de quatro estrelas, o TM Luxury Apartments Lisbon, onde também apresenta as suas coleções e outros eventos sociais.

    …. Hoje como ontem,

    amanhã como sempre!

    Equipe de styling:
    Produção de moda: Ana Fidalgo
    Marketing digital: Pedro Alexandre e @guime.san
    Foto: @andrecostaph
    Edição: @andre.vazao

  • Sociedade Nacional de Belas Artes uma instituição ao serviço das artes

    Sociedade Nacional de Belas Artes uma instituição ao serviço das artes

     Sociedade Nacional de Belas Artes uma instituição ao serviço das artes

     

    A Sociedade Nacional de Belas Artes é a associação artística mais antiga e representativa de Portugal. Fundada em 1901, teve origem anterior, na fusão do Grémio Artístico, de Silva Porto e do seu Grupo do Leão (de 1891), com a Sociedade Promotora de Belas Artes, originária, por sua vez, na Academia, em 1861, e primeiro presidida pelo Marquês Sousa Holstein. A sua sede, desenhada pelo Arq. Álvaro Machado, inaugurada em 1913, oferece um grande “Salon” à francesa, de 50m por 15m, único na península ibérica, sendo a concretização do sonho dos primeiros ar-livristas regressados de Paris e de Barbizon, no final do século XIX.

    Aqui se afirmaram sucessivas gerações, desde os representantes do romantismo – Tomás da Anunciação, Visconde de Menezes, Assis Rodrigues, Victor Bastos, João Cristino, Miguel Lupi, Alfredo Keil, passando depois pelos paisagistas, liderados pelo exemplo de Silva Porto: Columbano, José Malhoa, João Vaz, Rafael Bordalo Pinheiro, António Ramalho.

    À geração imediata, de Veloso Salgado, Ressano Garcia, Alves Cardoso, Benvindo Ceia, Costa Mota (tio), Rosendo Carvalheira, juntar-se-ão Carlos Reis, Roque Gameiro, Jorge Colaço, Teixeira Lopes, João da Silva, e outros. Em 1920 a SNBA conta também com muitos sócios não artistas: comerciantes, músicos, poetas, entusiastas das artes. O ambiente é eclético, onde aulas diurnas e noturnas funcionam juntamente com as mesas de bilhar e alternam com os bailes e os eventos festivos. Aqui mestres como Malhoa, Veloso Salgado, Columbano, Carlos Reis, Condeixa, Roque Gameiro, Mário Augusto, disponibilizam as suas aulas aos sócios, numa tradição mantida de resto sem interrupções até hoje, nos Cursos de Formação Artística da SNBA.

    Em 1920 surge a “questão dos novos,” uma nova geração cuja entrada como associados é barrada. São mais de 100 onde se contam os “Cinco Independentes,” que conseguirão enfim expor em 1923 (Dordio Gomes, Henrique Franco, Francisco Franco, Diogo de Macedo, Alfredo Migueis) e que deixarão o convite a Eduardo Viana, Almada Negreiros, Milly Possoz, de modo a tentarem desagravar o bloqueio de Adães Bermudes e da sua direção. Nesta corrente dos novos também se podem associar, Mário Eloy, Lino António e ainda publicistas como António Ferro, entre muitos outros recusados. Como compromisso e inovação, em 1925 é organizado, por Eduardo Viana, o 1º Salão D’Outono, contrapondo-se ao tradicional Salão anual, de Primavera, que permanece o mais académico. Assim expõem Francis Smith, Emérico Nunes, António Soares, Jorge Barradas, Clementina Carneiro de Moura, Manoel Jardim, Sára Affonso e muitos outros, incluindo arquitetos com os seus projetos (como Carlos Ramos, Cristino da Silva, José Pacheco, Jorge Segurado).

    Em 1930 e 1931 têm lugar os dois Salões dos Independentes, de António Pedro, com Arlindo Vicente, Mário Eloy, Mário Novais, Carlos Botelho e a que se juntam Leopoldo de Almeida, Canto da Maia, Barata Feyo, António Duarte, Roque Gameiro, João Carlos, Hein Semke, Clementina Carneiro de Moura, Júlio Reis Pereira, os arq. Jorge Segurado, Carlos Ramos – e Maria Helena Vieira da Silva. São deste período as aulas do “Curso Livre e Preparatório” visando ampliar o acesso às Escolas de Belas Artes.

    Já no Estado Novo, em paralelo, também se realizam na SNBA as duas primeiras exposições do Secretariado Nacional de Informação, dirigido por António Ferro, em 1935 e 1936. O então ministro da propaganda aqui anuncia, em jantar para artistas, a nova “Política do Espírito.”

    Mas logo a alternativa se manifesta e, em 1940, é recebida a grande exposição de Abel Salazar e, em 1945, são aqui estabelecidas as bases para uma plataforma de intervenção cívica e artística: o CEJAD / MUD, que proporciona a estrutura renovadora das famosas Exposições Gerais de Artes Plásticas, auto-organizadas anualmente entre 1946 e 1956, num total de 10, todos os anos, – à exceção de 1952, ano em que a SNBA foi encerrada pelo Estado Novo – abrindo muitas delas simbolicamente no 1º de maio. Expõem-se mensagens de combate ao analfabetismo, de apelo ao recenseamento, ao voto, nos cartazes de artes gráficas, expostos, e enceta-se na pintura e no desenho a denúncia estética e programática contida no neo-realismo – sistematizado por Júlio Pomar, Mário Dionísio, Manuel Filipe, Ribeiro de Pavia, Arco, Álvaro Perdigão, Maria Keil, Keil do Amaral, Vespeira, António Domingues, José Dias Coelho, Huertas Lobo, Júlio, Dourdil, Rudy, Manuel Filipe, Manuel Mendes, Ribeiro de Pavia, Betâmio, Vasco da Conceição, Maria Barreira, Louro de Almeida, Clementina Carneiro de Moura, a que se juntam Arlindo Vicente, Sena da Silva, Euclides Vaz, Augusto Gomes, Cândido Costa Pinto, Carlos Botelho, Celestino de Castro, Avelino Cunhal, Domingos Saraiva, e também os antigos republicanos desde sempre ligados à SNBA: João da Silva, Falcão Trigoso, António Saúde, António Conceição Silva, Anjos Teixeira, e a que se somarão ao longo dos anos, muitos outros artistas e arquitetos, como Francisco Castro Rodrigues, Francisco Keil, ambos de grande importância neste movimento. Também nas EGAP participam os arquitetos Alberto Pessoa, Ernâni Soares Nunes, Daciano, Francisco da Conceição Silva, Frederico George, Manuel Tainha, Formosinho Sanchez, e os artistas mais jovens, como Nikias Skapinakis, Charrua, Hogan, Rogério Ribeiro, João Abel Manta, Victor Manaças, Vítor Palla, Sá Nogueira, Lima de Freitas, José Viana, Frederico George, Carlos Calvet, Tossan, Sebastião Rodrigues, António Alfredo, António Quadros, Artur Bual, Fernando Lanhas, Bartolomeu Cid, Eduardo Luís, Relógio, Lagoa Henriques, Leopoldo de Almeida, Lourdes Castro, Mário Henrique Leiria, Demée, Nuno San Payo, Paulo D’Eça Leal, Querubim Lapa, entre toda uma geração de escultores, pintores, arquitectos, fotógrafos e desenhadores gráficos.

    Em janeiro de 1947 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, liderado por Maria Lamas, organiza na SNBA um “Salão de exposição de livros escritos por mulheres,” com 3.000 livros de todo mundo, filmes e conferências – a exposição que de certo modo preludia a extinção deste movimento pelo Estado Novo, e fundado mais de trinta anos antes por Adelaide Cabete (em 1914).

    Ainda em 1947, na II Exposição Geral de Artes Plásticas, o Ministério do Interior seleciona e apreende 11 pinturas neo-realistas de 10 artistas, consideradas politicamente inaceitáveis pelo regime.

    Prepara-se, nas EGAP, o que será o primeiro Congresso Nacional de Arquitetura, em 1948, com Cotinelli Telmo, Pardal Monteiro, Miguel Jacobetty e o contributo dos novos, e a subscrição da Carta de Atenas, de Le Corbusier.

    Também na SNBA se originam e cindem os grupos surrealistas, o primeiro, de 1948, com António Pedro, António Dacosta, Alexandre O’Neil, Fernando de Azevedo, Vespeira, Moniz Pereira e José-Augusto França, e o segundo, de Cesariny, Cruzeiro Seixas, Mário Henrique Leiria, António Maria Lisboa, Carlos Calvet.

    Em abril de 1952 dá-se o encerramento sine die da SNBA pelo Estado Novo, resultado do enfrentamento de Eduardo Malta ao jovem escultor José Dias Coelho, – este último seria mais tarde assassinado na rua, pela PIDE, em 1961. Consegue-se resgatar e reabrir a SNBA após a intervenção do pintor António Conceição Silva, já de 83 anos, e de alguns sócios fundadores ainda vivos e interventivos.

    Em 1956 José-Augusto França organiza o I Salão dos Artistas Hoje, iniciando um percurso único de crítico e historiador. Em 1959 realizou-se a exposição ‘50 Artistas Independentes’ de Conceição Silva, Fernando Azevedo, João Abel Manta, Jorge Vieira, Júlio Pomar, Vespeira, no contexto da candidatura de Humberto Delgado à presidência da República, e reúne a geração seguinte: Alice Jorge, António Charrua, António Areal, Bartolomeu Cid dos Santos, Carlos Calvet, Fernando Azevedo, Francisco Relógio, João Abel Manta, João Cutileiro, João Hogan, Joaquim Rodrigo, Jorge Vieira, José Escada, José Júlio, Júlio Pomar, Lima de Freitas, Manuel Baptista, Menez, Nikias Skapinakis, Querubim Lapa, Sá Nogueira, Rui Filipe, Vespeira.

    Também aqui ocorre, em 1957 a I exposição da nova Fundação Gulbenkian, com grande impacto na imprensa e na sociedade em geral (“345 contos de prémios”). Também a exposição “Arte Britânica do Século XX” (1962) será marcante na abertura ao exterior.

    O grupo KWY de Lourdes Castro, René Bertholo, Costa Pinheiro, Escada e João Vieira, com Christo e Jan Voss, expõe em 1960. Em 1965, os Cursos de Formação Artística são renovados, iniciando-se o ensino do Design e da Sociologia da Arte, por exemplo, com a participação de personalidades marcantes do nosso meio artístico como Rolando Sá Nogueira, Manuel Tainha, Sena da Silva, Daciano Costa, José Cândido, Fernando Conduto, Rocha de Sousa, Quintino Sebastião, e os historiadores e ensaístas José-Augusto França, Ferreira de Almeida, José Blanc de Portugal, Ernesto de Sousa, Adriano de Gusmão, Santos Simões, Rui Mário Gonçalves, e outros valores da arte e da cultura nacionais.

    Aqui tiveram origem a Associação dos Arquitetos Portugueses e a futura Ordem dos Arquitetos, a Associação dos Designers, e a Secção Portuguesa da AICA, podendo referir-se também os Cineclubes (o Jardim Universitário de Belas Artes – JUBA – de Guilherme Filipe e José-Augusto França), as sessões musicais de Fernando Lopes Graça, e os grupos de teatro que aqui foram recebidos.

    Também em 1965, na Presidência do Arq. Conceição Silva, é criada a pequena Galeria de Arte Moderna, na cave, sala experimental onde se irão revelar muitos valores internacionais: Arshile Gorky, Paula Rego, Hogan, Nikias, Victor Belém, Helena Almeida, Charrua, Espiga Pinto, Maria Velez, Eduardo Nery, João Fragoso, MAN, Nuno de Siqueira, António Sena, Fernando Calhau, Carlos Ferreiro, Miguel Arruda, Guilherme Parente, Isabel Laginhas, Graça Antunes, Eduardo Gageiro, Noronha da Costa, Artur Rosa, Rocha de Sousa, Hilário, Pires Vieira, a que se seguirão Mário Botas, Maria Gabriel, Manuel Casimiro, Teresa Magalhães, Raul Perez, Ana Marchand, Carlos Carreiro, António Viana, Cutileiro, Graça Morais, Jorge Molder, Jaime Silva, Luís Camacho, Rocha Pinto, Quadros Ferreira, Pedro Chorão, João Duarte, alguns destes artistas também acolhidos na Galeria do primeiro andar.

    Em 1970 Arlindo Vicente expõe em retrospetiva, e em 1972 expõem Lima de Freitas e António Trindade, para depois se apresentar a exposição AICA SNBA 1972, que propõe um renovado discurso crítico, de Fernando Pernes, Rocha de Sousa e de Rui Mário Gonçalves.

    Em 1973 realizou-se a exposição 26 Artistas de Hoje, um conjunto de artistas distinguidos pelos Prémios Soquil. Em dezembro, na “Exposição 73” o soldado jacente, ‘Jaz Morto e Arrefece’ de Clara Menéres. Na inauguração, a performance de João Vieira, envolvendo uma mulher nua pintada de dourado.

    Também nos anos 70 serão marcantes as exposições do grupo Puzzle (Armando Azevedo, Albuquerque Mendes, Carlos Carreiro, Dario Alves, Graça Morais, Jaime Silva, João Dixo, Pedro Rocha, Gerardo Burmester e Fernando Pinto-Coelho), a exposição ‘Artistas Portuguesas’, organizada por Clara Menéres, Emília Nadal, Sílvia Chicó, e com Paula Rego, Graça Morais, Ana Hatherly, Ana Vieira, Menez, Maria Velez, Alice Jorge. Ainda outras exposições, as ‘Mitologias locais,’ ‘O papel como suporte,’ ‘O erotismo na arte portuguesa’, ou as grandes exposições individuais de Helena Almeida, em 1972 e em 1976.

    No começo da década de 80 aqui apresentam as suas exposições de fotografia Luís Pavão, Jorge Molder, Manuel Magalhães. Em 1983 aqui ocorre a grande exposição multidisciplinar e programática “Depois do modernismo” concebida por Luís Serpa, e co-organizada por Manuel Graça Dias, Leonel Moura, António Cerveira Pinto, envolvendo, para além das artes visuais e da arquitetura, o design, a moda, e a dança.

    A exposição “Arquipélago,” em 1985, de Pedro Cabrita Reis, Pedro Calapez, Pedro Croft, Rui Sanches e, posteriormente, a “Continentes: V exposição homeostética,” em 1986, com Pedro Portugal, Pedro Proença, Fernando Brito, Ivo, Xana e Manuel João Vieira marcam o período de afirmação de uma geração. Também é desta época a coletiva “Novas Tendências do desenho,” em 1986, comissariada por Michel Toussaint.

    Outras propostas surgem, já pelos anos sequentes, em 1990: “Sete Pecados Capitais,” com Miguel Branco, João Queiroz, Jorge Varanda, Jaime Lebre, Gonçalo Ruivo, Helena Pinto e José António Cardoso, e em 1994 o “Independent Worm Saloon,” com curadoria de Alexandre Estrela e de Rui Toscano. Na mesma linha de produção multimédia, em 2003, a exposição de Vasco Araújo, no Salão, “Sabine/Brunilde”.

    Nos últimos anos a SNBA tem vindo a convocar artistas contemporâneos a nível internacional através de parcerias mobilizadoras: a Feira de Galerias de Desenho “Drawing Room,” a par de exposições individuais marcantes como Maria José Oliveira (2017) Pedro Saraiva (2018), João Jacinto (2019), Isabel Sabino (2019), a que se junta uma crescente aproximação a novos públicos, com a feira dos Antiquários, ou a participação nas exposições da Monstra (de cinema de animação), da Academia Portuguesa de Cinema, do New Art Fest, ou do prémio internacional “Navigator Art on Paper.”

    Também se revalorizam os alicerces artísticos com grandes exposições como “Os 500 desenhos de Silva Porto” ou “João da Silva: o escultor Animalista,” já em 2020, ou, nos anos anteriores, com a retrospetivas de Francisco de Aquino, Joaquim Palencia, Manuel Ribeiro de Pavia, Menez e Ruy Leitão, Miguel D’Alte, e Betâmio d’Almeida.

    A SNBA viu reconhecido o seu contributo para a sociedade ao ser condecorada Membro-Honorário da Ordem do Infante D. Henrique (1983), e membro honorário da Ordem da Liberdade (em 2004).

    João Paulo Queiroz, 2020

  • Descubra a Clínica LHR – Hair & Skin na Avenida da Liberdade

    Descubra a Clínica LHR – Hair & Skin na Avenida da Liberdade

      Descubra a Clínica LHR – Hair & Skin na Avenida da Liberdade

     

    Fundada em 2016, a Clínica LHR – Hair & Skin rapidamente se estabeleceu como uma referência em transplantes capilares, conquistando um prestígio notável no mercado internacional. Em 2020, iniciou caminho na área da dermoestética com uma visão inovadora e uma abordagem centrada na excelência, a clínica destacou-se pela qualidade dos seus serviços e pelo compromisso com os resultados naturais. Recentemente, com o sucesso e a experiência acumulada, a Clínica LHR voltou o seu foco para o mercado português, trazendo para casa a expertise e o cuidado que a tornaram famosa além-fronteiras, com o objetivo de oferecer aos portugueses o mesmo padrão de qualidade reconhecido mundialmente.

     

  • História da Família Brodheim na Avenida da Liberdade: Um Caminho de Sucesso e Resiliência

    História da Família Brodheim na Avenida da Liberdade: Um Caminho de Sucesso e Resiliência

     História da Família Brodheim na Avenida da Liberdade: Um Caminho de Sucesso e Resiliência

     

     

     

     

     

     

    Desde 1986, a Família Brodheim tem deixado a sua marca na icónica Avenida da Liberdade em Lisboa. Tudo começou com a abertura da primeira loja monomarca, Rodier, marcando o início de uma trajetória de sucesso no mercado de retalho de luxo.

    Ao longo das décadas seguintes, o grupo expandiu a sua presença na Avenida, representando marcas de renome como Burberry em 1991, Timberland em 1997, TOD’s em 2006 e Guess em 2009. Essas parcerias estratégicas não só solidificaram a posição do Grupo Brodheim na Avenida da Liberdade, como também contribuíram para o seu crescimento e reconhecimento.

    Ao longo dos anos, o Grupo Brodheim tem sido um pioneiro no cenário do retalho de luxo, oferecendo produtos de qualidade e serviços excecionais aos seus clientes. A sua presença na Avenida da Liberdade fortaleceu a reputação da família.

    A história da Família Brodheim é uma história de dedicação, paixão e visão empreendedora. A sua chegada à Avenida da Liberdade não só transformou o panorama do retalho de luxo em Lisboa, como também deixou um legado duradouro que continua a inspirar gerações futuras.

    É sem dúvida uma narrativa de resiliência, adaptação e compromisso com a excelência. Apesar dos desafios, o grupo continua a ser uma força influente no cenário do retalho de luxo em Lisboa, ajudando no desenvolvimento económico e cultural da cidade.

    Junte-se a nós enquanto celebramos esta viagem extraordinária da Família Brodheim e sua presença inigualável na Avenida da Liberdade.

     

  • Quem foi António de Medeiros e Almeida

    Quem foi António de Medeiros e Almeida

       Quem foi António de Medeiros e Almeida

     

     

     

     

    António de Medeiros e Almeida

    Medeiros e Almeida nasce a 17 de setembro de 1895 em Lisboa, onde o seu pai, João Silvestre d’Al­meida, exerce medicina. O desafogado ambiente fa­miliar, com um círculo próximo que inclui artistas como Veloso Salgado ou o arquiteto Miguel Ventura Terra, proporciona-lhe desde cedo uma educação com uma forte componente cultural e artística.

    Após terminar o liceu, e seguindo as pisadas paternas, An­tónio de Medeiros e Almeida matricula-se em Medicina, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra. Porém, com o curso praticamente concluído, desiste e viaja para Berlim decidido a desenvolver o seu espírito empreendedor no mundo dos negócios.

    Após o seu regresso a Lisboa, casa em 23 de junho de 1924 com Margarida Pinto Basto, descendente por lado materno dos Condes de Pombeiro e do lado paterno da família proprietária da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre. O casal parte para a lua de mel ao volante de um carro de corridas, evidenciando a paixão de António por automóveis.

    É precisamente o seu gosto por automóveis que dá lugar ao primeiro projeto profissional de Medeiros e Almeida como importador, para Portugal, das marcas Morris, Wolseley, Riley e MG, e à abertura de um stand de au­tomóveis na rua da Escola Politécnica, em Lisboa, o «A. M. ALMEIDA».

    Pioneiro também no campo da aeronáutica comercial, adquire em 1948 a totalidade do capital social de uma das primeiras companhias aéreas portuguesas de transporte regular, a Aero Portuguesa, que posteriormente funde na TAP – Transportes Aéreos Portugueses, e é um dos fundadores da SATA – Sociedade Açoreana de Transportes Aéreos.

    Em paralelo, mantem diversas atividades comerciais nos Açores, de onde eram naturais seus pais. Algumas dessas atividades incluem a participação na União das Fábricas Açorianas de Álcool (UFAA), que teve um impacto significativo nas indústrias açorinas do álcool industrial e do açúcar produzidos a partir da beterraba-sacarina, e na Sociedade de Indústrias Agrícolas Açorianas (SINAGA), que funda em 1967 e onde se mantêm como presidente do Conselho de Administração até à morte.

    As relações de amizade e profissionais entre a família Medeiros e Almeida e a família Bensaúde, também de origem açoriana, levam a que, ante a ameaça de uma invasão alemã, Vasco Elias Bensaúde, de origem judaica, ofereça sociedade ao empresário em 1941, transferindo temporariamente a totalidade das empresas familiares ao seu nome. A participação é inteiramente restituída à família Bensaúde no final da Segunda Guerra Mundial.

    António de Medeiros e Almeida destaca ainda noutras áreas como os têxteis, com a Companhia Nacional de Fiação de Torres Novas, ou a hotelaria, com a sua participação na construção do Hotel Ritz, em Lisboa, e do Hotel Alvor, no Algarve.

    O seu profundo sentido de justiça, o leva a envolver-se em diversas causas sociais, como o apoio à fundação da Universidade Católica, à Colónia Balnear Infantil O Século” e à criação da Fundação Salazar, que tinha como objetivo construir habitação social.

    Tanto a sua atividade empresarial como benemérita é amplamente reconhecida com diversas ordens honoríficas nacionais e internacionais, destacando-se a condecoração oferecida pelo rei Jorge VI de Inglaterra pelo seu papel durante a Segunda Guerra Mundial quando, em nome particular, Medeiros e Almeida presta assistência às Forças Aliadas através das empresas que gere nos Açores.

     

    O Museu Medeiros e Almeida

    O acervo do atual Museu Medeiros e Almeida – que inclui mobiliário, pintura, escultura, têxteis, ourivesaria, cerâmica, arte sacra, joalharia, relógios, …, num arco temporal que abrange do século II a.C. ao século XX – foi sendo constituído ao longo dos anos, crescendo em paralelo a uma bem-sucedida atividade profissional e fruto de uma educação e uma vivência requintadas. Como o próprio Medeiros e Almeida escreveu: «Des­de os meus vinte anos, isto é, desde 1915, come­cei a interessar-me por antiguidades, que passei a adquirir a partir dos meus 30 anos e quando as minhas posses o permitiam. Esse interesse foi-se desenvolvendo com intensidade e a pouco e pou­co fui colecionando peças raras de valor artístico e histórico»

    No período após a Segunda Guerra Mundial, com um mercado de arte rico em oportunidades, o colecionador, com uma sólida capacidade financeira e ainda um gosto e um conhecimento mais apurados, passa a adquirir nas melhores casas de antiguidades e leiloeiras da Europa. Em finais dos anos 60, consciente do importante espólio que tinha reunido e não tendo tido descendência, Medeiros e Almeida procura uma solução que não disperse a coleção e idealiza a transformação da sua casa num museu onde esta possa ser integrada. A partir de então, as compras sucederam-se, em grande ritmo, até à sua morte, em 1986.

    O Museu Medeiros e Almeida expõe a coleção que o colecionador reuniu durante cerca de meio século, um vasto e importante conjunto de obras de arte, de relevância internacional, cujas tipologias se inserem no campo temático das chamadas artes decorativas. Inaugurado a 1 de junho de 2001, o museu abre as suas portas ao público cumprindo assim os desígnios do seu fundador: “realizar o meu sonho que é deixar ao meu País o produto de uma longa vida de trabalho intenso”.

    Museu Medeiros e Almeida

    Rua Rosa Araújo, 41. 1250-194 Lisboa

    Aberto de 2ª-feira a sábado, de 10h a 17h

    https://www.museumedeirosealmeida.pt/

     

  • Livraria Buchholz: A vida recomeça aos 80

    Livraria Buchholz: A vida recomeça aos 80

    Livraria Buchholz: a vida recomeça aos 80

     

    Reabilitada e revitalizada, uma das mais históricas livrarias de Lisboa acaba de se apresentar à cidade recheada de novidades. Entre os maiores nomes da literatura e livros sobre as grandes questões da atualidade, a Buchholz volta a vender discos, obras de arte, a promover concertos e conversas. E há mais: uma mostra de objetos pessoais de autores, incluindo manuscritos de José Saramago e António Lobo Antunes

    Entre o regresso ao passado e um salto para o futuro, a Buchholz tem uma vida nova com os pés bem assentes no presente. Numa celebração dos seus 80 anos de histórias, a livraria da Duque de Palmela apresenta-se de cara lavada, com uma aposta reforçada nos grandes nomes da literatura e do pensamento, uma preocupação acrescida em dar espaço aos novos nomes da ficção, uma oferta reforçada de livros em línguas estrangeiras e muitos títulos sobre a cidade de Lisboa. As novelas gráficas, os livros sobre artes plásticas e música também aparecem com novo fôlego, a acompanhar os espaços dedicados aos discos em vinil e às obras de artistas portugueses, duas apostas na curadoria independente, a cargo da Flur Discos e da Icon Shop.

    Os três andares forrados a madeira e unidos por uma monumental escada em caracol voltaram também a acolher ciclos de conversas, concertos e provas de vinhos, entre muitas outras iniciativas. Há também três mostras permanentes, uma dedicada à Dom Quixote e à sua fundadora, Snu Abecassis, outra sobre a editora que lançou o único Nobel português e uma terceira, em dois pisos, com objetos pessoais de autores, como manuscritos de António Lobo Antunes e José Saramago, a primeira máquina de escrever de Isabela Figueiredo e as canetas preferidas de Lídia Jorge. Num mundo cada vez mais digital, esta é uma aposta na interação analógica e intransmissível. Os temas vão da literatura às grandes questões da atualidade. Ao fim de um dia de estudo ou de trabalho, os lisboetas têm novo espaço de encontro e fruição.

    A ideia desta renovação foi recuperar o ADN deste espaço histórico. Fundada pelo alemão Karl Buchholz no verão de 1943 na Avenida da Liberdade, a livraria mudou-se em 1965 para uma das ruas paralelas à avenida, mesmo ao pé do Marquês de Pombal. Nesta altura, em pleno Estado Novo, já a Buchholz era um espaço de tertúlias e resistência. Tanto a discoteca de música clássica, como a galeria de arte, onde se apresentaram artistas como Helena Almeida, Noronha da Costa e Mário Cesariny, depressa se tornaram referências incontornáveis da vida cultural da cidade.

    Junto às estantes que vão do chão até ao teto, encontraram-se nomes como os dos escritores e poetas António Lobo Antunes, David Mourão-Ferreira, Al Berto e Assis Pacheco. A Buchholz foi também ponto de referência para vários dos nomes que escreveram a história política do país, como Mário Soares, Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Francisco Pinto Balsemão. E foi num encontro fortuito entre Miguel Esteves e Cardoso e Paulo Portas, ambos clientes habituais, que nos anos 80 aqui nasceu a ideia para o irreverente semanário O Independente.

     

     

  • Cinema São Jorge – Há 73 anos a projetar o futuro

    Cinema São Jorge – Há 73 anos a projetar o futuro

    Cinema São Jorge – Há 73 aos a projetar o futuro

    O Cinema São Jorge. localizado na Avenida da Liberdade, é a grande Casa dos Festivais de Cinema em Lisboa. Anualmente, recebe: Kino – Mostra de Cinema de Expressão Alemã, PLAY – Festival Internacional de Cinema para a Infância, MONSTRA, Festa do Cinema Italiano, Festival Política, IndieLisboa, BoCA Bienal, Mental,  Lisbon Motorcycle Film Fest, Outsiders, Motelx, Queer Lisboa, Festa do Cinema Francês e Doclisboa.
    O Cinema foi inaugurado em 1950 e abriu com o filme “Os Sapatos Vermelhos”, de Michael Powell e Emeric Pressburger. O edifício, projetado pelo arquiteto Fernando Silva, venceu o Prémio Municipal de Arquitetura.

    Inicialmente, era composto por uma sala única, com capacidade para quase 2000 lugares.

    Em 1981, o interior do edifício sofreu obras profundas, com o objetivo de criar 3 salas. Na antiga Plateia nasceram 2 salas, Sala 2 e Sala 3. No antigo Balcão, nasceu a Sala Manoel de Oliveira, a maior em Lisboa.

    Hoje, a Sala 2 tem capacidade para 150 lugares (+4 mobilidade reduzida), a Sala 3 tem 199 lugares (+4 mobilidade reduzida) e a Sala Manoel de Oliveira 827 lugares (+3 mobilidade reduzida).

    O Cinema conta ainda com uma quarta Sala, chamada Rank, mais intimista e com uma capacidade de 21 lugares. Alegadamente, nesta Sala, censuravam-se filmes na época do Estado Novo

     

    O Cinema, além dos Festivais, mantém alguma programação própria, com vários projetos em funcionamento, nomeadamente:

    Créditos Finais: pretendem dar uma segunda vida a uma série de filmes que acabam de concluir as suas carreiras no circuito cinematográfico nacional. Num cenário intimista como o da Sala Rank, queremos programar sessões de fruição cinematográfica, de encontro com realizadores e, a espaços, de debate e pensamento. Sessões de partilha, como a Sétima Arte nos habituou.

    Sessões Marsupiais: O projeto educativo Afim de Filmes programa estas sessões adaptadas à realidade dos recém pais. Muitas vezes a chegada de um bebé torna-se um caminho solitário para os cuidadores. Apesar de viverem momentos únicos, a sua vida social torna-se inexistente. Aqui propomos sessões de Cinema pensadas para mães e pais acompanhados dos seus bebés. Para além de verem um filme, é também uma oportunidade para troca de experiências.

    Luzes, Telefone, Ação! | Oficina de Cinema: O Cinema é um lugar mágico. Mas também um lugar de aprendizagem. E de imaginação, ferramenta poderosa. É essa a ferramenta de que necessitamos para esta oficina, cujo propósito é fazer fitas – recriando de facto micronarrativas cinematográficas – e levá-las ao ecrã de cinema.

     Visitas: Eis um cinema que é muitas outras coisas. Casa de filmes, mas também de concertos. De dramas de palco e de espetáculos de comédia. De encontros e de palestras. Ou seja, de muito blablablá de todo o género e feitio. Eis um cinema que também é feito de memórias e bastidores, elementos que queremos dar a conhecer.

    Twitter: https://twitter.com/CinemaSaoJorge
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