

TEATRO POLITEAMA
O Teatro Politeama, situado na Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, é uma das
mais emblemáticas salas de espetáculo portuguesas e uma referência maior da
memória cultural nacional. Fundado por iniciativa de Luís António Pereira e projetado
pelo arquiteto Miguel Ventura Terra, foi inaugurado em 1913 com a opereta Valsa de
Amor, afirmando-se desde cedo como um espaço dedicado ao grande espetáculo. O
edifício conserva importantes elementos patrimoniais, como o pano de boca original,
pinturas decorativas e inscrições evocativas da sua fundação.
Ao longo do século XX, o Politeama desempenhou um papel central na vida cultural
lisboeta. Recebeu companhias e artistas fundamentais do Teatro português, entre os
quais Amélia Rey Colaço, Palmira Bastos e Adelina Abranches. Paralelamente, acolheu
projeções cinematográficas, integrando o circuito de Cinema de Lisboa e recebendo
acontecimentos marcantes, como a estreia portuguesa de Casablanca em 1945. O
Teatro foi também palco de programas de rádio, bailado, concertos e grandes produções
culturais.
A história contemporânea do Politeama está profundamente ligada a Filipe La Féria,
responsável pela revitalização e modernização da sala. Sob a sua direção artística, o
Teatro consolidou-se como “O Teatro dos Grandes Musicais”, acolhendo produções de
enorme sucesso como Amália, Música no Coração, Jesus Cristo Superstar, West Side
Story, FÁTIMA – Ópera-Rock e Carmen Miranda – o Grande Musical. Hoje, o Politeama
distingue-se pela sua capacidade técnica e produtiva, funcionando como uma
verdadeira casa de criação artística. Classificado como Imóvel de Interesse Público,
permanece como uma referência incontornável da cultura portuguesa, conciliando
património, inovação e forte ligação ao público.

